Metrópoles: Uma em cada 10 crianças abandonou a escola na pandemia, diz estudo

2021-11-26T10:22:49-02:00 25/11/2021|

Texto originalmente publicado por Metrópoles, de autoria de Talita Laurino

O levantamento analisou dados de alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio durante a crise sanitária

A pior fase da pandemia da Covid-19 obrigou escolas a fecharem as portas e migrarem para o ambiente virtual. Muitos estudantes, no entanto, não conseguiram continuar acompanhando as aulas por falta de internet ou de estrutura em casa.

Um levantamento do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) e do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) mostra que uma em cada 10 crianças abandonou a escola durante o período.

A pesquisa “Permanência Escolar na Pandemia” (PEP), divulgada nesta quinta-feira (25/11), traz um panorama da adesão dos estudantes da rede pública às atividades propostas pelos colégios durante a crise sanitária. O levantamento analisou dados dos alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.O estudo revela que, nas redes municipais, a média de participação dos alunos do 5º ano do ensino fundamental nas aulas remotas e de entrega de atividades impressas disponibilizadas pelas escolas foi de 92,5%.

No 9º ano, também nas redes municipais, a média foi de 90,1%. “É preciso lembrar que, antes da pandemia, o acesso educacional de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estava praticamente universalizado. Por isso, quase 10% de não participação no 9º ano e 7,5% no 5º ano são considerados números altíssimos e preocupantes”, ressalta a instituição.

O índice de participação no 9º ano é superior ao do 5º só na região Norte. Ou seja, na maioria dos casos, os alunos do 9° ano tiveram menos contato com a escola de forma frequente, o que aponta para um risco maior de evasão.

O PEP traz informações de redes de ensino de todas as regiões do País. A coleta e a validação dos dados foram realizadas por técnicos de 29 tribunais de contas, que aplicaram um questionário a mais de 1,2 mil secretarias de Educação. A iniciativa teve o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do Instituto Rui Barbosa (IRB) e do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPT).

Acesse o estudo completo aqui