Excelência com Equidade no Ensino Médio: estudo mapeia boas práticas de escolas públicas

2019-09-30T10:36:26-03:00 25/09/2019|

Pesquisa identificou 100 escolas públicas que conseguem bons resultados no ensino médio mesmo inseridas em um contexto adverso

Entender as estratégias e práticas das escolas públicas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico e conseguem bons resultados no ensino médio é o objetivo do estudo Excelência com Equidade no Ensino Médio: a dificuldade das redes de ensino para dar um suporte efetivo às escolas, realizado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a Fundação Lemann, o Instituto Unibanco e o Itaú BBA.

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A série de estudos Excelência com Equidade teve início em 2012, com o mapeamento dos anos iniciais do ensino fundamental. A partir de 2015, passaram a ser estudados também os anos finais.

Nesta terceira etapa da série, o foco foi o ensino médio. Foram selecionadas escolas públicas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico e conseguiram bons resultados na Prova Brasil e no Enem 2017, além de possuírem uma taxa de aprovação mínima de 95%.

Das 5.042 escolas elegíveis, 100 atingiram os indicadores de qualidade propostos, sendo que 82 são de tempo integral. Os estados que apresentaram a maior quantidade de escolas são: Ceará (55), Espírito Santo (7), Goiás (7) e Pernambuco (14). Por essa razão, foram escolhidos para a realização da pesquisa de campo (qualitativa), em que foram visitadas duas escolas com bons resultados em cada estado, além de uma escola com indicadores na média.

A partir dessa análise, foi possível identificar ações e práticas comuns, que contribuem para os bons resultados e que podem servir de inspiração a outras unidades e redes. As principais são:

  1. Tomadas de decisão baseadas em evidências quantitativas e qualitativas;
  2. Foco no uso de dados e no monitoramento contínuo da aprendizagem, com utilização de sistemas integrados de gestão educacional;
  3. Parceria entre professores e alunos, com escuta ativa e quebra do tabu da hierarquia;
  4. Boa interlocução dentro e fora da escola (pais, comunidade e Secretaria de Educação);
  5. Estratégias pedagógicas que conversam com a realidade dos alunos e atendem às diferentes necessidades de aprendizagem, com mescla de métodos de fixação (exercícios e simulados) e métodos que estimulam a criatividade e o protagonismo (feira de ciências, atividades esportivas, tutoria entre alunos e aulas eletivas criadas por eles).

“Temos duas grandes urgências no Brasil: a influência do nível socioeconômico nos resultados educacionais e o baixo percentual de alunos que sai da Educação Básica com um leque de conhecimentos e habilidades relevantes para poder exercer sua cidadania e ter oportunidades para realizar seus projetos de vida”, explica Ernesto Faria, diretor-fundador do Iede e coordenador do estudo Excelência com Equidade no Ensino Médio.

“Como o desafio no ensino médio é muito grande, precisamos estudar a fundo o que as melhores escolas e redes fazem. Quanto maior o desafio na educação, maior a necessidade de buscarmos soluções a partir de evidências. O  ensino médio é a etapa final da educação básica. Portanto, precisa resolver ou ao menos minimizar os problemas das etapas anteriores”, completa Faria.

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O vídeo a seguir traz lições das escolas públicas que conseguem bons resultados
no ensino médio, mesmo em um contexto adverso: