Folha de S. Paulo: Fora da ‘regra’, filha de taxista e cabeleireira vai da rede pública à faculdade

2018-08-20T11:46:35+00:00 20/08/2018|

Só 4 em 10 estudantes na rede pública miram um diploma de graduação

Érica Fraga
SÃO PAULO

Embora tenha feito todo o ensino básico em escolas públicas, Rubia Muniz Arruda, 18, sempre acreditou que chegaria ao ensino superior.

Em 2017, ingressou na faculdade, fronteira que nem o pai, taxista, nem a mãe, cabeleireira, haviam cruzado.

Depois de fazer um cursinho dos alunos do Insper para jovens de baixa renda, passou no vestibular da própria instituição. Com bolsa integral, estuda administração de empresas na faculdade privada.

Antes, Rubia já havia cruzado outras fronteiras marcantes. Participou de uma competição na Índia, após ser premiada na Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras, no Brasil. Conseguiu uma bolsa para um curso curto na Universidade Yale, nos EUA.

Esteve na Colômbia, onde foi premiada pelo aplicativo We-Sci, que criou com colegas. A invenção, que busca divulgar várias olimpíadas, recebeu incentivo da Prefeitura de São Paulo para ser desenvolvido.

Reportagem da Folha mostra que apenas 4 em cada 10 alunos brasileiros de 15 ou 16 anos que frequentam escolas públicas esperam concluir um dia o ensino superior convencional —com, no mínimo, quatro anos de duração— ou uma pós-graduação. Entre os estudantes da rede privada, a relação salta para quase 7 em 10. Leia a reportagem completa na Folha de S.Paulo

Folha de S.Paulo: Só 4 em 10 estudantes da rede pública miram diploma universitário
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